Cordel de protesto de Luciana Rabelo, jornalista de Recife, Pernambuco.
A democratização da informação provocada pela internet avança para todos os lados, e não poderia ser diferente com a televisão.
Confrontada com o fato de vivermos numa sociedade que agoniza em sua crise de valores, consumista e auto-consumível,capitaneada pelos ditamentos da sociedade de produção, capital e consumo, na qual o lucro tem a prerrogativa da última palavra, surgiu a necessidade de questionar e discutir o sofrível modelo atual, apresentando possíveis soluções.
E a solução que vem sendo proposta é a televisão pública, como contraponto à mídia do espetáculo. Uma televisão democrática,realizada através da participação de todos os setores da sociedade,cujos objetivos principais sejam a informação e a cultura, tão antagônicos aos objetivos da grande mídia, quais sejam: o lucro, a alienação de senso crítico e a desinformação, pautadas pelos interesses de um oligopólio hereditário.
É fato notório que a qualidade da programação das televisões comerciais abertas nunca esteve tão ruim. O debate sobre as televisões públicas surge de iniciativa do Ministério da Cultura, motivada pelo clamor público ante a contundente constatação da precariedade da televisão comercial.

O modelo público já deu certo em outras realidades. Falta
adaptá-la às nossas circunstâncias. E por que não experimentá-la?
TV & democracia?
Democracia direta refere-se ao sistema onde os cidadãos decidem diretamente cada assunto por votação.
Durante muito tempo, os estudiosos da comunicação se preocuparam com os efeitos que as mensagens veiculadas na tevê poderiam causar nos telespectadores: o condicionamento, provocado por sua utilização, poderia conduzir o indivíduo a um comportamento passivo e a um tipo de alienação.
Analisando a televisão de forma crítica percebe-se que, ao contrário do que se pensava, o público não tende a se alienar, mas a se posicionar frente às emissoras de tevê, manifestando seu direito de escolha e condicionando a programação televisiva às suas preferências. Nesse contexto, propõe-se
observar, analisar e debater a televisão sobre um ponto de vista diferente do habitual,elegendo a relação entre emissoras de tevê e seus telespectadores como a questão central da discussão.
Pontos de vista:


Comunidade Raiz.
Cultura de origen!

