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Vamos jogar?Bievenue a realidade!WAR IN RIO!!!

Segundo o proprio criador do War in Rio, o projeto do jogo e pegando carona no fenômeno de massa ‘A Tropa da Elite’, a idéia é perguntar ao cidadão carioca se ele acha que esse tipo de entretenimento combina com pipoca ou com uma reflexão profunda sobre a realidade de sua cidade.

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” O objetivo do projeto é gerar uma discussão através de uma proposta cínica de diversão. “

Por outro lado é também um jogo bem planejado e realizado: uma paródia irresistível para os amantes do clássico e politicamente incorreto passatempo de guerra. No lugar de invadir Moscou, conquistar a África ou aniquilar os exércitos brancos, que tal invadir a Cidade de Deus, conquistar a Baixada ou eliminar o Comando Vermelho?

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A idéia de montar um tabuleiro de War com o mapa da própria cidade já deve ter passado pela cabeça de todo apaixonado pelo jogo. Morando no Rio de Janeiro, a realidade insiste em te convencer de que essa idéia não só é viável, como provavelmente já foi executada pelos poderes oficiais e paralelos que administram o espaço urbano.

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“War in Rio é reflexão e entretenimento canalha.”

Apesar de ter sido idealizado há cerca de 3 anos, o projeto encontrou na tecnologia de mapeamento via satélite uma ferramenta extremamente útil para a criação do tabuleiro.

Além disso, o momento tornou-se oportuno por aproveitar o sucesso do filme ‘Homens de Preto’ estrelado por Will Smith no papel de capitão Nascimento. No filme o soldado pai de família é encarregado de combater os ‘aliens’ da Puc utilizando métodos pouco convencionais.

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A impunidade banaliza a violência que a injustiça social patrocina – e a passividade mantém tudo em seu lugar. Usar de irreverência para discutir assuntos sérios é uma estratégia de atingir mais pessoas, e de mobilizar os meios de comunicação para debater o que não deve ser apenas noticiado.

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É um simples jogo mais mostra uma verdade triste,conheça mais sobre o jogo e o projeto no blog do WAR IN RIO clicando aqui ,uma verdade vivida por muitos que vivem em mas condições e em promessas de governos e sua própria e que todos dias enfrentam o drama de rua ser controlada por traficantes,seus filhos sem empregos e os jovens que cressem sem qualquer esperança de um futuro a não ser um futuro para o tráfego e a violência contra outros irmãos.Uma burguesia que cada vez mais cresce ,assim criando uma enorme barreira entre o mais pobre o mais rico,mais antes de conhecer o jogo vamos conhecer um pouco sobre a violencia no Rio no tempo atual e no tempo do Brasil Republica.

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Segundo no Artigo do Edmilson Valentim* sobre Faces da violência no Rio de Janeiro os números da Síntese de Indicadores Sociais, pesquisa feita pelo IBGE, mostram que a taxa de homicídios cresceu 130% em 20 anos, de 1980 a 2000, e que os jovens do sexo masculino de 15 a 24 anos são os mais atingidos por arma de fogo no Brasil. A divulgação das estatísticas coincide com o drama vivido pelas comunidades da Rocinha e adjacências com o enfrentamento entre quadrilhas rivais pelo controle do tráfico de drogas no local. Aliás, a pesquisa aponta o Rio de Janeiro como o primeiro estado na estatística de mortes de homens por armas de fogo. Os números – cerca de 600 mil brasileiros foram assassinados no período – e os acontecimentos, em si, são dramáticos, mas constituem, de fato, uma surpresa.

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Uma das explicações para o alto índice de assassinatos no Rio de Janeiro é o fato de a Região Metropolitana, onde a violência é maior, concentrar 75% da população do estado. Todo mundo sabe que o Rio é uma cidade favelizada (são mais de 600),
tanto nas áreas ricas como nas áreas pobres, da zona sul à zona oeste. Ao longo de décadas, num contexto de políticas públicas ausentes ou débeis, nos três níveis de Poder (municipal, estadual e federal), o tráfico de drogas se entrincheirou nos morros e favelas, agravando ainda mais os problemas sociais dessas comunidades

Maiso rio sempre foi violento?

Não que a cidade, em algum momento do passado, tenha sido homogênea ou harmônica:a historiografia da antiga capital do Império e da República mostra exactamente o contrário.

Segundo o artigo na wikipédia sobre o período do Brasil republica,nas últimas décadas do século XIX e início do XX,o Rio de Janeiro enfrentava graves problemas sociais de seu crescimento rápido e desordenado. Com o declínio do trabalho escravo, a cidade passara a receber grandes contingentes de imigrantes europeus e de ex-escravos, atraídos pelas oportunidades que ali se abriam ao trabalho assalariado. Entre 1872 e 1890, sua população duplicou, passando de 274 mil para 522 mil habitantes.

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O aumento da pobreza agravou a crise habitacional, traço constante da vida urbana no Rio desde meados do século XIX. O epicentro dessa crise era ainda, e cada vez mais, o miolo do Rio de Janeiro – a Cidade Velha e suas adjacências –, onde se multiplicavam as habitações coletivas e onde eclodiam as violentas epidemias de febre amarela, varíola, cólera que conferiam à cidade fama internacional de porto sujo.

Mais na atualidade nem se poderia dizer que ela é hoje muito mais cindida social, racial ou economicamente do queoutras metrópoles contemporâneas, como São Paulo, Washington ou Johannesburgo. O que se pode considerar um efeito peculiar, e ao mesmo tempo paradigmático, do crescimento recente da violência no Rio de Janeiro é o enrijecimento de barreiras sociais e simbólicas numa cidade caracterizada pela contigüidade espacial, com poucos equivalentes em outros grandes centros urbanos, entre favela e asfalto, riqueza e pobreza.

do problema dentro da ordem democrática, com base na É a explicitação da existência de “duas ci-dades”, uma delas não só mais pobre que a outra, como ocupada, no vácuo do poder público,pelo despotismo privado de grupos ilegais. E é o aumento geral do temor gerando reações, tam-bém, divididas: de um lado, o reforço de inclinações autoritárias, propostas segregadoras e de- mandas de repressão a qualquer preço; de outro, os esforços de mobilizar governo e sociedade civil para o enfrentamentoidéia de que
não se combate a violência com mais violência ou com mais exclusão, mas com políticas inte-gradoras, com a reforma do sistema de segurança e com respeito aos direitos humanos.

Um aspecto original das favelas do Rio de Janeiro é a sua proximidade aos distritos mais valorizados da cidade, simbolizando a forte desigualdade social, característica do Brasil. Os bairros de luxo, como São Conrado, onde se localiza a favela da Rocinha, são “espremidos” entre a praia e os morros. O ensino público de má qualidade e um péssimo sistema de saúde combinado com a saturação do sistema penitenciário contribuem com a intensificação da pobreza e da injustiça social nas favelas.

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A cidade do Rio de Janeiro tem índices de criminalidade entre os mais elevados do mundo, em especial, o homicídio. Até o ano de 2007 a taxa do homicídio da região metropolitana era de quase 80 mortos por semana, a maioria vítimas de assaltos, balas perdidas e do narcotráfico. Em 2001 a taxa de homicídios no Rio era de 45 para cada 100.000 pessoas. Entre 1978 e 2000, 49.900 pessoas foram mortas no Rio, números comparáveis à zonas de conflito como Bagdá e Cabul. Contudo, dados recentes mostram que a violência está caindo na cidade, mesmo que de forma lenta. De 1998 até 2006, o número de assassinatos caiu quase 18%, fazendo com que a cidade caísse da 3ª para a 5ª posição entre as capitais mais violentas do Brasil.

A polícia do Rio de Janeiro também é demasiadamente violenta. Em 2006 a polícia matou 1.063 pessoas no estado do Rio de Janeiro, 1.195 em 2003 e até à data de abril de 2007 a polícia matava 3,7 pessoas por dia. Em comparação, a polícia americana matou apenas 347 pessoas em todo o território dos EUA durante o ano de 2006. A polícia do Rio ganha em média R$ 874 por mês ou R$ 10.488 em um ano. Baixos salários e pouco equipamento fazem com que a polícia carioca consiga resolver apenas 3% de todos os assassinatos ocorridos na cidade.

Fontes:Wikipédia,WAR IN RIO ,Edmilson Valentin
Imagens: Google Imgs

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