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Aromaterapia e óleos essenciais PART I

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 Hoje vamos falar de uma ciência ancestral,mais como é um assunto extremamente longo vamos dividi-lo em 4 partes,pois é um assunto de extremo interesse aos leitores do RaizCultura e de muitos pedidos de amigos e não vale conferir uma ciência em um pequena matéria…..

Aromaterapia é o nome dado aos tratamento realizados através da aplicação dos óleos essenciais, o qual é extraído do reino vegetal (flores, folhas, frutos ou raízes). Acredita-se que os conhecimentos dos chineses sobre óleos medicinais chegaram ao Ocidente por intermédio dos gregos e dos romanos. Os egípcios embalsamavam suas múmias com resinas e óleos aromáticos, os soldados romanos utilizavam o óleo essencial de zimbro nos banhos para dar disposição….

Os monges usavam a resina do incenso para purificar o ambiente. Na verdade, os aromas são descritos por quase todas as antigas civilizações através do uso de óleos, incensos e perfumes, tanto na cosmética quanto para os ritos mágicos ou nas seções de cura espiritual.

A aromaterapia também tem muitos outros benefícios. A inalação da fragrância correta pode reduzir o estresse e a depressão, proporcionar uma boa noite de sono, acalmar seu espírito ou dar-lhe mais energia. A aromaterapia já está ajudando funcionários a ficarem atentos ao realizarem atividades mentais repetitivas. E os hospitais estão usando a aromaterapia para ajudar pacientes a relaxarem, para que outras modalidades de cura funcionem.

Massagem com óleos aromáticos é outra forma de tirar proveito da aromaterapia. Isso porque os óleos essenciais, compostos responsáveis pela fragrância da planta, oferecem muitos benefícios de cura, além de seus perfumes especiais. O ungüento tópico, como o bálsamo de tigre chinês, por exemplo, alivia dores. E os xampus perfumados e os óleos para o corpo fabricados recentemente melhoram a saúde da pele e dos cabelos, além de levar a uma melhora do humor. A aromaterapia é bastante versátil e pode ser utilizada de diferentes formas para tratar uma ampla variedade de problemas físicos e emocionais.

Aromaterapia é uma palavra que foi criada em 1920 por René-Maurice Gattefosse, Ph.D., que era um químico francês especialista na área de cosmética.

Enquanto trabalhava em seu laboratório, ele sofreu um acidente que resultou em uma queimadura de terceiro grau em sua mão e antebraço. Ele mergulhou seu braço em uma tina contendo óleo de lavanda, crendo que era água. Para sua surpresa, a dor da queimadura rapidamente diminuiu e durante um curto espaço de tempo, com o contínuo emprego do óleo de lavanda, a queimadura cicatrizou completamente sem a presença de qualquer tipo de cicatriz.

Como químico, Gattefosse analizou o óleo essencial de lavanda e descobriu que ele continha uma série de substâncias químicas de extraordinárias propriedades terapêuticas. Assim, com este resultado ele dedicou-se profundamente ao estudo do poder curativo dos óleos essenciais.

Posteriormene, baseado nas pesquisas de Gattefossé, um médico francês, o Dr. Jean Valnet, teria desenvolvido o primeiro sistema de terapia através dos óleos essenciais. Durante a segunda guerra mundial, onde serviu como médico na frente armada francesa nas muralhas da China, tratando das vítimas, o Dr. Valnet ficou sem antibióticos, então resolveu tentar fazer uso dos óleos essenciais. Para seu espanto, eles possuíam um poderoso efeito em reduzir e parar com os processos infeciosos, estando assim, o Dr. Valnet, possibilitado de salvar muitos soldados que de outro modo morreriam sem os antibióticos.

Foi devido ao nascimento de uma nova forma de terapia, que não possuía ainda uma denominação clara e que fazia uso dos “aromas” presentes nos óleos essenciais para tratar corpo e mente, que Gattefosse criou o termo aromaterapia, que se espalhou por todo o mundo. Inclusive gatefosse foi quem escreveu o primeiro livro sobre o assunto que recebeu o mesmo nome.

O trabalho de Gattefossé foi ampliado pelo médico francês Jean Valnet (1920-1995) descobrindo que os óleos essenciais contêm propriedades cicatrizantes, antivirais, antibacterianas, antifúngicas e anti-sépticas, sendo também poderosos oxigenadores com as habilidades de agir como agente de transporte na entrega de nutrientes nas células do corpo. Junto com outros dois médicos, Belaiche e Lapraz, eles realizaram várias pesquisas em pacientes com câncer, tuberculose, diabete e outras doenças graves, obtendo grande sucesso na aceleração dos tratamentos convencionais que estavam sendo administrados. Porém, a bioquímica Margaret Maury (1895-1968) foi a pioneira em introduzir a visão holística para os óleos essenciais, desenvolvendo assim um método de aplicação através da massagem e de acordo com as características da personalidade do indivíduo.

 Segundo Lauro E. S. Barata em seu artigo no site ComCiência.com.br ,uma aromaterapia cabocla é praticada na Amazônia desde tempos muito antigos. Para espantar os carapanãs da malária, mosquitos que como os suíços, chegam às seis da tarde em ponto, os ribeirinhos fazem defumações com a semente de andiroba (Carapa guianensis), um inseticida natural. Mas para afastar os maus espíritos a fórmula é diferente, a casa é defumada com breu (Protium spp.), cascas de pau-rosa e sementes de cumarú, que além de afastar os maus, aproxima os bons e ainda orienta os espíritos indecisos, que, dizem, são os piores. Já os banhos são usados durante todo o ano e, mais especialmente, no período das festas juninas. Nesta ocasião, a feira do Ver-o-Peso em Belém se estende por alguns quarteirões a mais, com cinqüenta barracas, onde se pode adquirir um set de ervas aromáticas imbatíveis para produzir os Banhos de Cheiro e Banhos Atrativos, que remetem às boas coisas desejadas, um bom emprego, uma boa moça ou um bom ano.

Os banhos são, às vezes, precedidos de uma defumação, de si mesmo e da casa. Nos incensos predomina o breu (Protium spp.), e nas defumações, a casca do pau-rosa. Várias plantas são usadas também em rituais espirituais dos banhos de cheiro, usados para o relacionamento pessoal e psico-social. Nestas composições misturam-se espécies aromáticas como a catinga-de-mulata (Aeollanthus suaveolens) e a chama (Mentha spp.) com priprioca e outras não aromáticas como a espada de São Jorge (Sansevieria zeylanica, Agavaceae) e até mesmo a partes de animais ou insetos amazônicos, como o órgão sexual da fêmea do Boto, um cetáceo da espécie Inia geoffroyensis.

Mas a perfumaria Amazônica vai além dos Banhos de Cheiros. A aromaterapia nativa utiliza plantas nas formas de banhos aromáticos, inalações, embrocações e defumações com incensos. Plantas odoríferas são usadas tanto para perfumes caseiros, sachets e pot-pourries como para alimentos e medicamentos. Fazem parte do cotidiano amazônico, independente do extrato social, religião ou grupo étnico. São usadas por índios, ribeirinhos, ou pela classe média ou rica, na alimentação, na etnomedicina, como praguicidas, na cosmética natural, na perfumaria, na realização de seus rituais e na aromaterapia. Na culinária, a pimenta-de-cheiro (Capsicum spp), a alfavaca (Ocimum gratissimum) e a chicória ou coentrão (Eryngium foetidum L., Umbeliferae) são os condimentos aromáticos. Na etnomedicina o puxuri (Licaria puchuir-major), a casca-preciosa (Aniba canelilla) e o óleo de Copaíba (Copaifera spp), empregados na forma de chás, emplastros, óleos de massagem, infusões, garrafadas e in natura. Como repelentes de insetos o patchouli-do-Pará (de fato Vetiveria zizanoides), a priprioca, o breu e o cumarú (Dipteryx odorata). Na cosmética, incontáveis óleos essenciais dos louros (Lauráceas) como o pau-rosa (Aniba rosaeodora) e a macacaporanga (Aniba fragrans) para a perfumaria. Nos cosméticos, plantas aromáticas frescas ou secas são misturadas com o óleo medicinal da andiroba, castanha-do-Pará (Bertholetia excelsa) ou outros óleos vegetais para produzir óleos de massagem corporal, loções balsâmicas, cremes e sabonetes. Com a gordura de tartaruga se fazem cremes para o rosto, e o sabonete de andiroba cremoso é feito com cinzas das cascas do cacau (Theobroma cacao) e utilizado para o embelezamento e viço da pele.

O Brasil tem abundância em plantas aromáticas, mais de mil, segundo alguns pesquisadores, mas 90% do que produz são óleos de cítricos, laranja e limões. O preço médio dos óleos que exportamos é de US$ 2,50 por quilograma, mas na importação pagamos sete vezes mais. A diferença está na tecnologia adicionada aos produtos importados. Com um Brasil mega-diverso, apenas três matérias primas aromáticas se destacam na Amazônia: o óleo essencial de pau-rosa (US$ 3 milhões exportados em 2006), as sementes de cumarú e o óleo-resina de copaíba, todos produtos extrativistas. Deste modo, a participação de produtos da nossa biodiversidade tão rica no mercado de óleos essenciais é pífia, apenas 0,09% do mercado mundial. Se considerarmos que a indústria de perfumaria e cosméticos tem demanda constante de produtos novos, o país, mas principalmente os estados da Amazônia, poderiam decidir que a floresta poderá suprir esse mercado multimilionário, desde que adicionando tecnologia à ciência, já disponível internamente. Para o desenvolvimento de novos produtos aromáticos da nossa flora três fatores são necessários: conhecimento, tecnologia e inovação. A tradição e o conhecimento do português e do índio, amalgamados séculos atrás, e não aniquilados como querem alguns alarmistas, permitiu que o conhecimento tradicional das ervas e óleos aromáticos chegasse até nós através dos caboclos, que, eventualmente, se tornaram cientistas e repositórios da fusão cromossômica presente nos amazônidas. A tecnologia de extração de óleos essenciais para perfumaria é técnica conhecida desde a Babilônia, embora seja sempre possível inovar, como fez a Unicamp com a técnica da enfleurage usada para produzir a Eau de Parfum da Boticário. Falta ao país utilizar o conhecimento científico transformando-o em tecnologia e produtos, o que se faz apenas quando em parceria com as empresas, que são as produzem a inovação, gerando empregos e renda.

Cada povo tem o mercado que merece, disse um cientista político. Um povo cuja mania de limpeza o faz consumir mais produtos de limpeza doméstica (R$ 20 bilhões) e cosméticos (R$ 40 bilhões) do que medicamentos (R$ 40 bilhões) acredita que tem que ter algo a se beneficiar com isso, e é aí que devemos investir.

Os óleos essenciais estimulam, através do olfato, o sistema nervoso central, o cérebro, a memória e a psique, pois induzem a liberação de substâncias neuroquímicas, que podem ser sedativas, estimulantes ou relaxantes. Quando usados na pele, suas propriedades medicinais penetram nos poros atingindo a corrente sanguínea, o sistema linfático, chegando aos órgãos. Os óleos possuem a capacidade de restabelecer o equilíbrio da mente e de todos os sistemas do corpo humano; suas propriedades também auxiliam na elevação espiritual, ao relaxamento, a meditação e a sensação de bem estar.

 

Óleos Essenciais e métodos de extração.

 

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Os métodos de extração empregados no passado eram bem simplificados e os produtos obtidos a partir destes nem sempre eram óleos 100% puros. Hoje com a tecnologia que temos somos capazes de extrair óleos essencais tão puros e concentrados que o aroma dos óleos retirados pelos antigos métodos parecem perfumes de segunda. É o caso da extração por CO2 que permite obter-se um produto final de extrema pureza e qualidade.

É importante deixarmos claro que conforme o método empregado para extração de um óleo essencial, suas características químicas poderão ser totalmente alteradas fazendo com isso que seus efeitos terapêuticos alterem-se junto. Exemplos seriam da sálvia esclaréia e o teor de esclareol no óleo extraído a baixas ou altas temperaturas ou ainda do óleo de bergamota que perde bergapteno (furanocumarina que causa manchas de pele) se destilado e não extraído por prensagem a frio das cascas. Métodos mais rápidos de extração podem ser o fator de um produto sair muito mais barato, mas conforme o óleo, isso poderá alterar drasticamente suas qualidades terapêuticas para um tratamento. O calor e a pressão usados no ato da extração podem por exemplo interferir na qualidade final do óleo essencial, pois no momento da extração as sensíveis moléculas de um precioso princípio ativo podem ser quebradas e oxidadas em produtos de menor eficácia, ou às vezes até tóxico.

Precauções com a Aromaterapia:

Na maioria das vezes, os óleos essenciais necessitam de um veículo (óleo de amêndoa doce, óleo de sementes de uvas, água), também chamado de carreador na cosmética, para melhor acondicionamento na pele ou outra forma de utilização; se aplicados direto de sua embalagem original, a maioria dos óleos pode causar vermelhidão ou coceira, sem contar as questões da fotossensibilidade. Por isso, se for usá-los sem o veículo faça sempre um teste: 10 minutos antes, passe um pouco atrás da orelha, se não houver reação, não há problema. Em todo caso, por que correr riscos se o uso do carreador é altamente seguro e temos o mesmo efeito terapêutico? Raras serão as técnicas que há necessidade do uso do óleo essencial em sua forma original adquirida.

O uso da da aromaterapia :

Existem diversas maneiras de se lidar com o complexo dos aromas: inalação, massagens, compressas, chás, incensos, meditação, chakras, vaporizadores e velas aromáticas. Em cada uma dessas áreas existirá uma forma específica de aplicação e metodologia.

Pode-se usar apenas um óleo essencial ou fazer sua sinergia (associação, mistura harmônica); assim, além de se obter um novo aroma, a sinergia, ajuda a potencializar o efeito desejado. Mas lembre-se: somente use óleos essenciais genuínos!

Automassagem

Existem muitas formas de massagem, algumas são de aplicação profissional, como o shiatsu e a reflexologia; outras de uso caseiro, como o simples ato de friccionar suavemente as mãos numa região do corpo. Quem ainda não massageou os ombros e o pescoço quando estavam tensos, rígidos, doendo? No banho, o ato de se ensaboar representa uma massagem e não é mero acaso que as pessoas que sofrem de reumatismo sentem-se melhor após um banho. A função de uma massagem com os óleos essenciais é estimular, tonificar, acalmar ou sedar de acordo com o aroma escolhido.

A aplicação é simples. Coloque algumas gotas nas palmas das mãos (veja receita abaixo), esfregue uma na outra até sentir o calor e comesse a massagear o local dolorido em forma circular e no sentido horário. Depois de terminado, friccionar novamente as duas mãos até esquentar e inale profundamente por três vezes o aroma. Deixe o produto por no mínimo 1 horas sem lavar, não se preocupe, pois serão absorvidos pela pele em questão de minutos.

Fontes ;

1 Comentário»

  Universo Natural wrote @

gostei muito do que estou vendo, irei acompanhar com interesse

parabéns

batista


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