Raiz Cultura blog!

Raiz Cultura blog! ajuda a resgatar a cultura de raiz e a ancestralidade do nosso povo!

Mito.

Enquanto a historia reflete todas as circunstâncias de vida de um
povo, o mito foi criado para explicar pensamentos e atos na religião.
Todas as culturas humanas retrataram seus acontecimentos
extraordinários através da mitologia, sempre para se fazerem entender
nas relações, principalmente com o sagrado e com o inexplicável
universo do inconsciente e de suas crenças.


Personificados por formas humanas ou de animais, os deuses e deusas
permanecem no inconsciente humano como forma de fuga de uma realidade
ainda não compreendida, e o subjetivo aparece retratado em gravuras,
estelas, estátuas e nas pinturas sacras.
Esta foi a forma que o ser humano encontrou, em todos os tempos, para
estar mais próximo ao sagrado; transformou idéias em objetos reais
sacros, criou estórias e lendas, transformou ancestrais em deuses
demiurgos, uniu-os aos deuses tribais em figuras sincréticas, nascendo
assim muitos dos mitos religiosos.
Muitas das “estórias” são singulares à várias culturas, mesmo
separadas por imensos oceanos ou grandes extensões de terra e, os
deuses, com características idênticas, são os principais personagens
de todo um enredo programado, sempre por um personagem maior, um deus
superior.
A mitologia é uma forma espontânea e cultural de qualquer povo que
acredita naquilo que não vê, mas sente e transfere toda essa crença e,
os caminhos percorridos pelos deuses passam a refletir nas
características de cada individuo em cada uma das religiões.
Cada lenda é um tempo vivido, uma ação, um movimento feito pelo
personagem, dando a idéia de uma transferência de conhecimento que,
absorvido pelo ser humano, o conduz cada vez mais ao encontro com uma
realidade subjetiva, a fé.
As religiões afro brasileira são todas mescladas de conceitos reais e
mitológicos derivados das culturas africanas, independentemente a que
nação ou segmento pertença.
Nos rituais é que podemos observar toda a filosofia no trato com o
sagrado, por vezes, parecendo mesmo que em determinados momentos o
culto se divide entre o sagrado e o profano. As cantigas, as batidas
dos atabaques e as danças feitas por seus adeptos formam um conjunto
aprimorado, como se uma viajem ao passado fosse feita. A cada batida,
com mãos ou varetas e a cada passo dado no bailar rememoram os
caminhos percorridos pelos deuses africanos.
O ponto principal de um culto nas casas de candomblé é a manifestação
do sagrado transmutado em um indivíduo, momento no qual são
reconhecidas todas as energias emanadas de um universo paralelo ao
reino natural, porém, não correspondendo a um universo espiritual; são
energias incorporadas no próprio individuo que, iniciado, passa a ter
essa capacidade. Celebradas, estas energias, em “forma humana” voltam
ao seu estado natural. Desta maneira podemos entender as várias
manifestações das várias “divindades astralizadas”. Nos bailados de
Yemanjá braços ondulam numa alusão as águas dos mares, mas também,
seus braços podem ascender numa forma de acalanto demonstrando-a ser a
mãe da matéria primordial na construção da Terra, a própria água. Seus
feitos remontam aos primórdios do universo onde seria também a
progenitora de todos os demais Orixás, ou seja, de todos os elementos
naturais quando da alusão que venha significar que cada elemento
possua sua individualidade. Com Yemanjá, num patamar mitológico
superior, está Oxalá, o Ar, o sopro de vida que, responsável pela
construção da Terra e não ter conseguido foi substituído por sua irmã
Oduduwa ou Oduwa, cabendo a Oxalá a missão de fazer o ser humano, e
assim povoou todo o planeta.
Juntamente com Yemanjá e Oxalá, está a energia, num formato de um deus
mais polêmico do panteão, Exú, que representa o dinamismo, a quentura
do movimento, o atrito e o sentido da procriação; tornam-se assim um
quadrunvirato da construção de todos os elementos, a água, o ar, a
terra e o fogo. Oduduwa, por não ser cultuada nos candomblés é somente
rememorada quando da presença de Oxalá em algumas cantigas e ritos,
sua energia está contida em culto independente, o culto às Yiá mi. Da
interação Terra/água, surge Nãnã, Orixá das mais antigas e detentora
da lama, do barro formador das espécies vivas no planeta. Desta forma
é entendida a gênese no conceito do povo Nagô.
Os acontecimentos mitológicos são apenas representativos para entender
toda a estrutura da religião quando baseados nos conceitos do povo
Nagô, no entanto, todas as formulações ritualísticas possuem conteúdos
sincréticos com outras nações determinantes nos candomblés.
Além dos Orixás primordiais, Yemanjá (água), Oxalá (Ar), (Oduwa,
cognominada Onilé – Terra) e Exú, o fogo, existe no panteão dos deuses
africanos uma infinidade de outros deuses, porém, apenas alguns
atravessaram os mares com a diáspora rumo ao Brasil. Suas estórias são
narradas de forma mítica e entendidas muitas vezes como historias
reais.
Quando da criação da Terra, tempos imemoriais, os ciclos milenares do
desenvolvimento humano, chegou a era dos metais e com ela uma
divindade foi criada, Ogún, que mitologicamente, com suas duas espadas
em formato de facão desbravou caminhos dando ao ser humano a
possibilidade de inventar armas de guerra e ferramentas para a
agricultura. Este, juntamente com Exú, foram e continuam sendo os
responsáveis pelo desenvolvimento humano e de tudo o mais
Quando o ser humano reconheceu, pelo raciocínio, a utilização de
ferramentas substituiu a coleta pela produção de alimentos. Oxóssi, o
deus das matas, continuou a caçar, dando possibilidades aos humanos de
procurar caminhos de trabalho, a caça tornou-se uma alegoria, uma
representação da evolução humana.
A descoberta dos sentimentos humanos, diferenciando-os dos animais
primatas, inaugurou um tempo de criação de conceitos de sobrevivência,
nascia assim o respeito pela gestação e com ela Oxún, a deusa das
águas doces e das nascentes. Em todas as mulheres, o fator de poder
gerar vida determinou o poder feminino, surgiram as Yiábás, as mães
rainhas, um período matriarcal no domínio universal.
Progressivamente a humanidade foi se adaptando no planeta recém
construído. Surgiram então muitas outras divindades, pois, a cada
passo, eram personificados deuses representativos, fosse numa aldeia,
ou qualquer aglomeração humana. A natureza florescia e produzia frutos
e os homens produziam guerras e escravos; e mais novos deuses surgiam
juntamente com reis que também foram divinizados. E neste cenário
apareceu Xangô, o deus da justiça que, enlouquecido pelas barbáries,
dele e de seus inimigos, dizem ter se enforcado. Seus machados, os
edun ará, cortantes nas duas faces, são como a própria justiça, um
lado é a benevolência o outro o castigo.
Da interação – Oxóssi/Oxún – nasceu Logun, energia jovial, tão jovial
quanto o planeta criado representando a renovação dos ciclos, das
eras; desta maneira, as águas da terra elevaram-se aos céus por
Oxumarè, os grandes dilúvios. Esta energia é que permite chuvas, e com
ele, numa alegoria, surge Ewá, a beleza, energia transformadora e
constante no universo. Porém, essas transformações constantes e num
ritmo de evolução apressado, transmutaram as energias de Iansã, a
deusa Orixá determinante na provocação de movimentos e das guerras
pessoais simbolizadas pelos raios. Obà está consagrada entre as deusas
da evolução também, pois, o vermelho do magma, matiz na formação da
Terra ainda explode nas bocarras dos vulcões.
Mas, a renovação constante de elementos, matéria/energia, precisa ser
feita, vida e morte de elementos, doença/saúde, bem e mau, conceitos
de todas as vicissitudes são energias que devem ser depuradas; desta
forma Obaluayé está presente, ele é o socorro, o médico do planeta e
de tudo que nele contém; energia produtora tanto de pragas (castigos),
quanto de benevolência trazendo as curas. E na Terra também surgiram
as plantas, seres vivos e dependentes de todas as energias, como o ser
humano. As folhas, ervas medicinais trazidas pela magia de Ossayn, o
deus amórfico de energia completa, complexa e diversificada ao mesmo
tempo.
…E todas essas energias bailam, flutuam na natureza, cada uma com
seus cantos e encantamentos, particularidades que agregam ao ser
humano quando do nascimento e o acompanham até a devolução de todas as
substâncias na morte à Mãe Terra.
Para representar todas estas energias o ser humano criou o culto à
natureza e dela absorveu conteúdos que, através de uma magia
religiosa, os deuses Orixás se manifestam nas casas de Candomblé. E
eles dançam seus feitos mitológicos. Cada passo, cada gesto e até
mesmo cada respiração envolve a assistência num retorno aos primórdios
dos tempos, reinterpretando toda uma história.
É nos movimentos das danças que podem ser interpretadas as energias
manifestadas. As ondas dos mares e as turbulências das águas estão nos
braços e requebros de Yemanjá – As águas límpidas das nascentes estão
no murmúrio e no acalanto de Oxún – Os raios e tempestades estão nos
movimentos frenéticos de Iansã- Nos gestos agressivos, quando Xangô
lança seus machados de fogo – Nos movimentos ágeis de Ogún como numa
alegoria de guerra – Nas posições homéricas de um caçador quando
Oxóssi lança sua flechas – No resplandecer das mudanças bruscas, como
a do tempo, nos gestos de Ewá – Na dança das folhas de Ossayn – Na
direção indicada por Oxumarè apontando o caminho das águas pelo arco
íris – Nos movimentos tectônicos da energia do planeta está Obá, a
deusa que respira pelos vulcões – Na lentidão dos passos cansados de
Nãnã devido ao tempo de existência – Quando do ritmo atenuado do tempo
que, brancas como nuvens da paz e um telhado branco por sobre as
cabeças, Oxalá caminha sobre a Terra ou no infinito universo, e Exú
provocador de todos os movimentos, é o incansável mensageiro que traz
e leva mensagens ao Olímpo dos deuses africanos.
Mas não só toda essa estrutura mitológica formada tornou-se suficiente
para que a crença fosse estabelecida; na ausência de elementos
palpáveis criaram-se os símbolos, os signos, as cores, as ferramentas
e adereços que resplandecem em todas as formulações consagradas aos
deuses africanos, aos Orixás. Desta forma, cada um deles possui suas
individualidades seus apetrechos e armas, de maneira alegórica e
mitológica, tudo para impulsionar de forma dinâmica o desenvolvimento
humano.
A crença nesta forma de religião não é meramente uma fuga; a crença é
baseada em fenômenos estruturados no próprio individuo que são
manifestados pelas energias contidas em um DNA espiritual, que,
passivamente e através de ritos apropriados devem ser tratados e
desenvolvidos por sacerdotes e sacerdotisas, daí, o caminho religioso
no Candomblé torna-se uma opção.
Da mitologia surgiu a
crença e a fé.
Na antiguidade o Ser humano não conseguia explicar os fenômenos que
ocorriam na natureza, então, passou a dar nomes e criar em um universo
subjetivo à aqueles fenômenos, considerando-os como deuses. O trovão,
a chuva, o relâmpago, os ventos e tudo mais inspiravam para a criação
de um deus. O Céu tornou-se um deus pai todo poderoso, a Terra uma
deusa mãe e todos os demais seres viventes seus filhos. Criava assim,
a partir do inconsciente, estórias e aventuras que explicavam de forma
poética toda uma vivência e convivência com seres extraordinários.
As estórias tornaram-se divinas e eram passadas de geração a geração
adquirindo aspectos míticos religioso.
Por toda a Terra e em todas as civilizações foram criados núcleos de
arquétipos mitológicos, a esses grupos são dados os nomes de
mitologemas e a um conjunto de mitologemas, de uma mesma origem
histórica, é denominado de mitologia,
Aos mitos passaram a se unir os “ritos”, os quais, renovados, foram
chamados de mistérios. O rito tornou-se ato, ato que atualizou o mito
em seu mistério e, ao conjunto de rituais e mitos crio-se então os
símbolos que cercam o mitologema promovendo o ritual. Ao conjunto de
rituais e mitos, com origens históricas comuns dá-se o nome de
religião. A esta unem-se preceitos éticos-morais os quais são
denominados doutrinas religiosas, que são compostas de tabus,
proibições e segredos herméticos.
Posicionados em uma determinada estrutura, cada religião criou seus
ídolos, ícones de barro, pedra, metal, ou mesmo representados em
estandartes. E figuras míticas do inconsciente passaram a existir em
altares nos templos, nos portais como guardiões de uma comunidade ou
de uma casa, ou mesmo de forma minúscula em capsulários como
protetores individuais.
Toda essa iconografia transcendeu ao material e criou no inconsciente
humano todas as formas de crenças religiosas e, o espírito, primordial
aos viventes, absorveu os paradigmas até então formulados; e, cada
povo, cada civilização passou a desenvolver a fé, desde então, essa fé
é inerente e corresponde aos anseios psicológicos transmutados em
energia.
As religiões espiritualistas, sejam de manifestações intercorpóreas ou
não, todos os processos esotéricos ou qualquer outra forma de
manifestação religiosa, são usuários de forma implícita daquelas
energias transmutadas, ou seja: a fé. A fé sempre é consignada a
alguma crença.
Aparentemente podemos distinguir determinados padrões de fé, mas nunca
podemos avaliar a intensidade. A fé, por ser subjetiva pode alcançar
níveis elevados produzindo energias em determinados momentos de formas
incontroláveis, derivando daí os ditos milagres apregoados pelos mais
exaltados.
Os seres mitológicos, deuses, semi-deuses, personagens heróicos,
deuses demiurgos e tantos outros ícones personificados como santos,
sempre foram criação do imaginário humano. Transmutados em energias
passaram a se manifestar e criou-se assim o universo paralelo, o mundo
dos espíritos, humanos ou não.
Apareceram os espíritos benignos, espírito das águas, das florestas e
de todo o reino vivente, vegetal e animal, espíritos que passaram a
lutar contra ou a favor de investidas de guerras e lutas infrutíferas
ao desenvolvimento humano. Bastava agora o seu criador, o homem,
controlar essas
forças.
Forças da natureza
espiritual
Com o surgimento do Espírito humano, depois de milhões de anos de
evolução, todas aquelas forças espirituais, benignas ou maléficas,
permaneceram ao redor de todos os seres viventes, quando não,
encerradas em seus corpos, porém, ainda de maneira grotesca e
desequilibrada.
O consciente humano, frágil diante de tantas energias ainda
desconhecidas e em desequilíbrio, criou no inconsciente um bloqueio,
uma parede refletiva onde as dúvidas e incertezas passaram a residir,
e por essa razão, ainda hoje, muitos de nós humanos, ainda não
consegue o pensamento pleno, a concentração plena, e por conseqüência
a desistência de muitos projetos ou a não realização dos sonhos, tendo
por conseqüências o subdesenvolvimento e o atraso espiritual e
material de muitas populações.
Desta forma, não só para a vida material, mas, principalmente para a
vida espiritual é necessário que as energias estejam alinhadas, em
equilíbrio permanente e, é através de uma manifestação de fé,
independente de religião, que o ser humano consegue a plenitude das
realizações pessoais ou coletivas.
As energias de natureza espiritual com que o ser humano convive são
demasiadamente enormes e por muitas vezes de difícil controle, no
entanto, existem ritos muito antigos que são formulados para que,
corretamente, o equilíbrio seja alcançado.
No universo material da crença e da fé, não somente os ritos
formulados nas religiões, mas também muitos lugares tornaram-se
símbolos sagrados; caminhos são seguidos até os dias de hoje em
peregrinações, escadarias são galgadas de joelhos e promessas são
pagas por algum milagre ocorrido. De grandes monumentos a pequenos
altares, grutas e até mesmo pedras santificadas tornaram-se ícones
religiosos promotores da fé neste universo de crentes.
Independentemente a que religião esteja o individuo agregado, nela,
existem elementos de alguma forma consagrados dentro de rituais
apropriados do qual o ser humano faz uso.
O retumbar de tambores, o bater de palmas, hinos, cânticos, tilintar
de gonzos e sinos, associados a gestos e orações formuladas, agem como
indutores e expansores de energias controladoras, energias espirituais
adormecidas ou em desequilíbrio.
Podemos observar isso ocorrer quando de rituais religiosos, alguns,
até mesmo específicos nas religiões com princípios e conceitos ditos
pagãos. Nos templos onde são feitos ritos consagrados, a manifestação
da energia/espírito ocorre e apresentam-se pelas sensações humanas que
estão sempre disponibilizadas a manifestar-se, bastando somente uma
oportunidade para que ocorra tal fenômeno.
Tais manifestações são a sínteses da psique humana que, recebida como
herança ao nascer, passa a integrar corpo e mente, dando ao individuo
características, arquétipos, e índoles, ou até mesmo ao que podemos
chamar de destino humano, independente ao meio em que viva.
Porém, toda essa crença religiosa é baseada em um principio, o
principio do livre arbítrio, cuja escolha deve ser respeitada e nunca
imposta por conceitos formulados, seja por um individuo ou por um
grupo social. A espiritualidade é sempre desenvolvida de acordo com a
vontade do individuo, no entanto, é necessário que tal indivíduo
reconheça a existência de forças, energias sobre humanas a serem
lapidadas, tratadas para alcançar o equilíbrio.
Há milhares de anos, o ser humano criou fórmulas mágicas religiosas
que funcionam como um catalisador para reunir todas as energias e
filtra-las, dando assim, equilíbrio a cada uma delas. O processo, nas
religiões ditas pagãs, é efetuado por meio de sacerdotes, os quais,
através de rituais apropriados, manipulam elementos consubstanciados a
cada energia produzindo um equilíbrio entre o negativo e o positivo.
Muitas das formulações mágico-religiosas são compostas de sacrifícios
animais, porém, estas pertencem a uma estrutura religiosa complexa e
independente. Na maior parte do tempo são utilizados elementos
vegetais e minerais acompanhados de rezas, versos e cânticos.
Isso tudo já ocorria no antigo Egito, na Babilônia, na Grécia, no
Mundo Romano, no Mundo Árabe e em muitas outras civilizações antigas,
inclusive os apontados pelas escrituras sagradas, principalmente em
muitos dos versículos do antigo testamento.
De certa forma, o ser humano consegue controlar as forças espirituais
criadas por ele próprio desde quando criou os deuses mitológicos,
principio de todas as crenças.
A existência das energias espirituais, ou os próprios espíritos, são
energias que estão condicionadas a determinadas normas, porém, recebem
inúmeras denominações de conformidade a que religião esteja ou venha
se
manifestar.
Quantos de nos já passou ou assistiu episódios como, o de ouvir falar
de olho grande, seca pimenteira e outros adjetivos, sempre estar
relacionado a um nome, a uma pessoa, a um objeto ou até mesmo a um
espírito? Isso ocorre pela liberação de energias negativas, em muitos
casos sem mesmo que aquele que a possua tome conhecimento. Algumas
outras coisas também são sintomas de energias negativas: a inveja, o
despeito, os preconceitos, as injurias, as raivas, os instintos
vingativos, os perjúrios, etc. Por vezes, estas energias estão
alinhavadas na vida de um individuo devido a uma companhia espiritual
que precisa de orientação, de caminhos e esclarecimentos, dizem-se
deles os tais encostos; os espíritos que assim procedem desconhecem
seu estado, ainda não perceberam que não mais pertencem ao universo
dos seres vivos. Porém, existem também os espíritos de boas energias,
são os espíritos protetores, os denominados anjos da guarda, guias,
mestres, mentores, etc.
Nas várias culturas espalhadas pela Terra, existem muitas denominações
para um e outro espírito, no entanto, o conteúdo das energias são as
mesmas reconhecidas nas várias religiões, benéficas ou maléficas,
positivas ou negativas.
Algumas religiões, no entanto, possuem características idênticas no
tratamento e encaminhamento para alcançar o equilíbrio, tanto humanas
quanto espirituais, e a escolha de um dos caminhos a ser seguido
sempre deve ser com fé e esperança, pois, é a fé que move o ser humano
na busca do crescimento e do seu desenvolvimento.
O ser humano ainda não está de posse de um conhecimento para
distinguir determinados fenômenos que ocorrem com seu próprio corpo/
espírito, porém, além de muitos argumentos, o que é apresentado, são
indivíduos com algumas diferenças proporcionadas por uma diversidade
de fatores. Diz-se de alguns indivíduos que são mais receptivos a
determinadas energias, são os médiuns, indivíduos, que preparados ou
não, podem manter um elo dinâmico com energias e espíritos
desencarnados.
No entanto, essa forma de manifestação, ou seja, a incorporação, que
pode ocorrer sem mesmo a existência de um agente provocador, como
algum ritual específico, por exemplo. Os espíritos desencarnados
sempre procuram uma ligação com tudo àquilo que deixaram para trás, ou
seja: suas ansiedades, seus desejos, seus erros, acertos e conceitos
aos quais conviviam, mas, principalmente suas dívidas karmáticas,
erros que consequentemente precisam corrigir para o sucessivo
desenvolvimento e, muitos desses espíritos são até mesmo
reencarnados.
Como órgão receptor, o corpo humano de pessoas predispostas, os
médiuns, passam a servir de sustentação para uma energia extra-
corpórea. Quando dominados por esses espíritos, passam a agir de
conformidade a que cada um se apresenta com seus arquétipos. Tais
espíritos podem ser evoluídos ou não. Os espíritos evoluídos
incorporam com energias equilibradas, pois, conscientes de suas
missões estão preparados e doutrinados para cumpri-las. Já, os
espíritos não evoluídos, são possuidores de energias desequilibradas,
apresentam-se com rebeldia e estão, como poderíamos dizer, a deriva,
perdidos, desencaminhados necessitando de doutrina.
O Ser humano ainda tem muito à reconhecer suas origens espirituais,
para só então com precisão, poder definir sua caminhada ao mundo
desconhecido da sobrevivência e evolução espiritual.
A existência das energias espirituais, ou os próprios espíritos, são
energias que estão condicionadas a determinadas normas, porém recebem
inúmeras denominações de conformidade a qual religião ou esfera de
comunidade, religiosa ou não, se manifeste.
No universo espiritual ou universo paralelo ao terreno, encontram-se
os deuses, anjos, santos, entidades iluminadas, entidades guias,
mestres, mentores e muitos outros, existindo ainda, crença em gnomos,
fadas, sereias e ondinas, que representam em cada cultura os seres da
vida pós-vida; estes seres são constituídos de energias, podendo, no
entanto, ser positivas ou negativas. Mas, incontestavelmente é a
energia do próprio Ser humano que pode interferir para o bem ou para o
mal dele próprio ou de outrem.
As energias, quando positivas, são energias benéficas, aquelas que
fazem todos os indivíduos se irmanarem, cada um passa a ser um elo de
uma corrente, tornando-se desta forma uma comunidade bem-fazeja, com
objetivos claros de crescimento humano, espiritual e material. Quando
negativas, as energias são energias que brigam entre si,
desencaminhadas, perdidas num labirinto provocando os piores dos
resultados para o ser humano.
Todos os Seres viventes são possuidores de energias positivas e
negativas e, para que o Ser humano viva em harmonia, estas energias
necessitam estar em equilíbrio.
E muitos se perguntam: como alcançar este equilíbrio num mundo tão
hostil e competitivo? A resposta não é fácil, pois, cada um possui
seus conceitos, suas fórmulas mágicas ou não, suas crenças e sua fé.
Porém, o caminho nem sempre é uma religião ou tê-la simplesmente como
um pronto socorro espiritual. Ao abraçar-mos uma religião, não
abraçamos apenas os rituais, os conceitos, a uma comunidade ou as
normas que a regem; abraçamos uma religião pelo sentido humano de
progressão e caminhos para evoluir espiritualmente.

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