Raiz Cultura blog!

Raiz Cultura blog! ajuda a resgatar a cultura de raiz e a ancestralidade do nosso povo!

Avanço da Telinha.

Cordel de protesto de Luciana Rabelo, jornalista de Recife, Pernambuco.

A democratização da informação provocada pela internet avança para todos os lados, e não poderia ser diferente com a televisão.

Confrontada com o fato de vivermos numa sociedade que agoniza em sua crise de valores, consumista e auto-consumível,capitaneada pelos ditamentos da sociedade de produção, capital e consumo, na qual o lucro tem a prerrogativa da última palavra, surgiu a necessidade de questionar e discutir o sofrível modelo atual, apresentando possíveis soluções.

E a solução que vem sendo proposta é a televisão pública, como contraponto à mídia do espetáculo. Uma televisão democrática,realizada através da participação de todos os setores da sociedade,cujos objetivos principais sejam a informação e a cultura, tão antagônicos aos objetivos da grande mídia, quais sejam: o lucro, a alienação de senso crítico e a desinformação, pautadas pelos interesses de um oligopólio hereditário.

É fato notório que a qualidade da programação das televisões comerciais abertas nunca esteve tão ruim. O debate sobre as televisões públicas surge de iniciativa do Ministério da Cultura, motivada pelo clamor público ante a contundente constatação da precariedade da televisão comercial.

televisaodemocratica

O modelo público já deu certo em outras realidades. Falta
adaptá-la às nossas circunstâncias. E por que não experimentá-la?

TV & democracia?

Democracia direta refere-se ao sistema onde os cidadãos decidem diretamente cada assunto por votação.

Durante muito tempo, os estudiosos da comunicação se preocuparam com os efeitos que as mensagens veiculadas na tevê poderiam causar nos telespectadores: o condicionamento, provocado por sua utilização, poderia conduzir o indivíduo a um comportamento passivo e a um tipo de alienação.

Analisando a televisão de forma crítica percebe-se que, ao contrário do que se pensava, o público não tende a se alienar, mas a se posicionar frente às emissoras de tevê, manifestando seu direito de escolha e  condicionando a programação televisiva às suas preferências. Nesse contexto, propõe-se
observar, analisar e debater a televisão sobre um ponto de vista diferente do habitual,elegendo a relação entre emissoras de tevê e seus telespectadores como a questão central da discussão.

Pontos de vista:

Exclusão também na América Latina
Respondendo as observações apontadas por Joel Zito Araújo, o secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Orlando Senna, disse que a missão de promover a igualdade racial na programação das tevês públicas não é somente um dever de seus dirigentes, mas uma obrigação por parte de todo o cidadão esclarecido. Senna cita que o racismo não é só presente na sociedade brasileira, mas também é cotidiano nos países latinoamericanos. Como exemplo, citou a sua participação nas reuniões de composição de programação da TV SUR. “Digo que 98% da equipe que trabalhou na implantação da tevê era branca. Vimos apenas três negros e nenhum índio. Temos que ter coragem para resolver e solucionar a invisibilidade do negro na TV pública e na sociedade”, conclamou o secretário.
Beth Carmona, presidente da TVE Brasil e relatora do painel sobre Programação e Modelos de Negócio disse que já há um esforço por parte das emissoras públicas em reverter este quadro de exclusão do negro. “Há um esforço das emissoras para garantir a inclusão de profissionais negros em suas equipes de trabalho”, explicou, lembrando que o tema merece uma maior discussão.
Negros e índios fora da programação
O apoio a pesquisa também veio de inúmeros participantes. O diretor do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), Pola Ribeiro constata que o racismo é presente no cotidiano da programação das tevês públicas. Segundo ele, esta situação também é bastante presente na programação da tv pública na Bahia, estado conhecido pela predominância negra em sua população. Pola conta que em recente levantamento feito junto aos quadros funcionais da TV Educativa da Bahia (ligada ao IRDEB) foi constatada a não-existência de negros nas áreas de produção, reportagem e apresentação de programas jornalísticos. A partir deste levantamento, o diretor do IRDEB indica que a instituição está começando a implantar uma nova análise e construção de sua programação, pautando a cultura afro e indígena em suas produções. “Este desafio é realmente nosso, porque temos o dever de construir uma sociedade plural”, defendeu Pola Ribeiro.
Links Interessantes:
Centro Mídia Independente.
Artigo de Daniel Barreto Televisão Democrática: o Poder da Audiência”
Fundação Palmares

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